quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mochilão - Pucón - Chile

Pucón é uma cidade situada no Chile. Localizada a 780 km ao sul da capital Santiago. Está cercada pelo lago e vulcão Villarrica.
Quando estávamos em Mendoza fazendo o passeio das bodegas, conhecemos o chileno Jorge Velasco, ainda sem destino programado para o Chile, não pensei duas vezes, tirei o mapa da mochila e já pedi dicas dos melhores lugares para se conhecer no Chile. Foi então que decidimos partir direto para Pucón ao sair de Santiago. Chegamos na cidade no dia 10/02/2014, de ônibus são aproximadamente 10 horas de viagem. Pagamos nesse trecho $ 25.000 pesos chilenos por pessoa (aproximadamente R$ 100,00).
Lembrando que a melhor cotação para câmbio no Chile é em Santiago. Enquanto em Santiago conseguimos o câmbio de $ 260 pesos, em Pucón esse valor já era bem menor, $ 203 pesos para cada R$ 1,00.
Ao chegar na pequena e encantadora Pucón, fomos atrás de hospedagem. Pucón tem muitas casas de famílias onde recebem viajantes. Isso traz uma renda extra para as famílias e é uma boa opção para mochileiros. Encontramos uma hospedaje por $ 35.000 pesos (aproximadamente R$ 40,00 por pessoa). Era um quarto com uma cama de casal, uma de solteiro, e adicionamos um colchão no chão. Em Pucón por causa do frio as casas são feitas de madeira.
Já hospedados fomos em busca do que aquela região oferecia.
Encontramos a agência Turismo Florencia. Como fomos bem atendidos, fechamos os passeios ali mesmo.
Para o próximo dia fechamos o passeio Tour por La Zona. Este passeio custa $ 19.000 pesos. Fechando os 4 conseguindo um desconto e saiu por $ 16.000 pesos (aproximadamente R$ 65,00) cada um, já com todas entradas inclusas. Para este passeio é preciso levar traje de banho e toalha.
No passeio, passamos pela Puente Turbio, depois paramos no Parque Saltos de Marimán, que funciona das 10h às 18h30. Nesse lugar está localizado Ojos del Caburga, são belas cachoeiras provenientes de rios subterrâneos do Lago Caburga, dando origem a Lagoa Azul, uma lagoa de cor deslumbrante onde os turistas adoram fotografar, pois é proibido entrar na água. Próxima parada foi no Lago Caburga, um lugar que em toda sua extensão de praia é tranquilo, estava cheio de pessoas com seus guarda-sóis aproveitando para relaxar.

Depois de fotografar o lago e sua praia, seguimos para o Termas & Spa Quimey-Co, que funciona das 9h30 às 20h30. Os valores das entradas para quem preferir ir por conta são: Adultos $12.000 pesos (R$ 50,00). Crianças até 10 anos $7.000 pesos (R$ 30,00). Ficamos um período de aproximadamente 2 horas curtindo os banhos termais e a água gelada do rio que passava por ali. Foi um momento bacana para relaxarmos da viagem. Nesse tour fizemos amizade com o Martin - um figura - que nos demonstrou como nós brasileiros somos queridos pelos chilenos.
De volta a Pucón, aproveitamos para conhecer o movimento da cidade a noite. Deixamos nossas roupas na lavanderia. Juntando a roupa de nós 4 pagamos $ 8.000 pesos (R$ 35,00).
Pucón tem muitas opções de restaurantes bem interessantes.
Andando pelas ruas encontramos uma barbada. Em um ponto de venda chamado Charly Papas uma fila enorme. Eles ofereciam: Completo + Refri por $ 1.000 pesos. Completo é o nosso cachorro quente porém com abacate. Imaginem um cachorro quente colorido: ketchup, maionese, mostarda e abacate. É muito molho, porém interessante!
No dia seguinte, ficamos livres para andar aos redores da cidade. Às margens do lago Villarrica, ao norte de Pucón está localizada a Playa Grande, uma praia de areia escura, bem diferente do que estamos acostumados a ver no Brasil. Pucón é uma linda cidadezinha, onde pode ser percorrida a pé. A Oeste está o Puerto de Lanchas. Ao Sul, está localizado o Cemitério, nesse ponto também está localizado o Monastério, se vier a Pucón não deixe de subir até lá, a vista é linda, dá para ver toda cidade e o lago. Para fechar o dia, compramos nossas passagens para próxima cidade, Puerto Montt pelo valor de $ 9.300 pesos (R$ 40,00). As duas empresas de ônibus que operam em Púcon são Buses JAC e TUR-BUS. Saindo dali passamos no mercado e compramos tudo que iríamos precisar para a escalada ao Vulcão Villarrica.
Fechamos o passeio de escalar o vulcão também com a Turismo Florencia. O valor deste passeio é de $ 45.000 pesos. Como fechamos para 4 pessoas pagamos $ 40.000 (aproximadamente R$ 170,00) por pessoa. O passeio inicia às 6h30 terminando por volta das 16h. Para escalada é recomendado levar: óculos de sol, protetor solar, jaqueta, meias compridas, 2 litros de água, chocolate, banana e sanduíche.
Cada pessoa leva uma mochila com todos os itens necessários para escalada e descida.
Saindo da agência, uma van nos leva próximo ao vulcão. Nesse local tem a opção de um teleférico, no valor de $ 8.000 pesos por pessoa (R$ 35,00) que leva até a base do vulcão de onde começamos a escalada.
A escalada é lenta e ocorre em grupos em fila indiana acompanhada por um guia, várias agências levam turistas para escalarem o vulcão. É muita gente subindo o vulcão ao mesmo tempo. A cada meia hora, fazíamos uma parada para descasar, beber água ou comer alguma coisa. Quanto mais nos aproximávamos do topo, a subida ficava cada vez mais íngreme, e em uma certa altura há necessidade de colocar os grampones nos boots por causa da inclinação e por segurança, para não escorregar. Nesse momento o grupo se dividiu, eu e o tio Rosenildo continuamos a escalada enquanto minha mãe (Judite) e minha noiva (Guadalupe) desceram de skibunda com algumas pessoas do grupo.

É preciso ter paciência, preparo físico e psicológico, ir subindo de passo em passo e controlando a respiração. Se você tentar pular o passo você acaba cansando muito rápido, e necessita parar para descansar e respirar.
Ao chegar no topo eu e o tio Rosenildo deitamos no gelo para descansar, estávamos em nosso limite. Descansamos, comemos um lanche e depois recuperados fomos explorar o topo do vulcão.
A sensação de estar no topo é incrível, demorarmos 4 horas para chegar lá. O topo é imenso!

O vulcão Villarrica está situado na Cordilheira dos Andes, seu cume se encontra a 2843 metros de altitude. O Villarrica é um dos mais ativos de todo Chile, por conta de ser um vulcão ativo, não é recomendado ficar muito tempo próximo à cratera do vulcão pois ela fica o tempo todo emitindo uma fumaça tóxica.
A última grande erupção do Villarrica ocorreu em 1984. Ele permanece coberto por neve durante todo ano.

Depois de algum tempo lá em cima, era hora de descer. Guardamos os grampones, vestimos uma capa de proteção sobre as calças e prendemos a ela uma espécie de pá de plástico que utilizamos para sentar e descer escorregando. Levamos 4 horas para subir e para descer levamos apenas 1h30, a descida é emocionante.

Confiram no vídeo abaixo:


Além da escalada ao vulcão a agência Turismo Florência nos ofereceu outros passeios como:
Ir até a base do Vulcão $ 18.000
Cavalgada $ 17.000
Tirolesa $ 17.000
Rafting $ 20.000
Termas Geometricos (22 piscinas) $ 35.000

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