sábado, 12 de novembro de 2016

Viagem dos Brothers - Rio de Janeiro - RJ - Parte 1

Um dia antes do início de nossa viagem, fomos ao Kiwi Tropical da Euclídes da Cunha jantar com as nossas mulheres.
Na sexta-feira, dia 11 de novembro de 2016 às 20h30 saímos de Campo Grande - MS em direção ao Rio de Janeiro - RJ. Gilvan começou no volante e no decorrer da viagem revesaríamos. Fizemos uma parada na madrugada para um cafezinho com pão de queijo, e seguimos viagem. Até o Rio seriam 1.400 km. Já estava claro, e fizemos uma nova parada para ir ao banheiro em A Quinta do Marquês. Eu não conhecia, e agora escrevendo para o Blog fui pesquisar e descobri que A Quinta do Marquês é o mais completo empreendimento rodoviário na Rodovia Castelo Branco. Entramos, e enquanto o Gilvan e o Vagner seguiram para o banheiro, as prateleiras de azeite me seguraram. Meus Deus... o que era aquilo! Eu nunca tinha visto um lugar com tanta variedade de azeites como aquele. Parecia que todos os azeites do mundo estavam ali. Fiquei perdido, queria levar tudo. Tentei ligar para meu amigo Marcelo Soubhie, que é apaixonado por azeites, para dividir com ele aquele momento, mas ele não atendeu. Escolhi dois, um pra mim e um pra ele, e fui procurar os meninos. Os caras já estavam no carro fazia o maior tempão... Eu me perdi no tempo ali. Seguimos viagem.

Fizemos uma parada para conhecer a Catedral Basílica de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, também conhecida como Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que é um templo religioso católico localizado na cidade Aparecida - SP.

Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida

Parada a menos de 1 hora do Rio.
Chegando no Rio o Vagner quem estava de motorista. Já dentro da cidade o Vagner vê um cara no meio da rua acenando com a mão para parar, e assustado diz - Pode isso? - Eu e o Gilvan caímos na gargalhada, pois o cara estava apenas pedindo um taxi e o Vagner já queria parar o carro e entregar a chave para o cara.
Primeiro dia no Rio, fomos conhecer nossa hospedagem. O Anderson foi nos receber, apresentar o "apê" e nos entregar as chaves. Ficamos em uma boa localização, estávamos a 150 metros do metrô Glória, e próximo aos Arcos da Lapa.
Apê do Anderson que reservamos pelo Airbnb.
Empada e chopp do Boteco Belmonte.
Ainda em Campo Grande o Vagner pegou algumas dicas do Rio com um camarada do serviço dele. Descansamos um  pouco e depois tomamos um banho, renovados, pedimos um Uber (R$ 7,00) até o Boteco Belmonte, indicação do camarada do Vagner. O Belmonte estava apenas a 8 minutos de carro. Chegamos lá, estava lotado, sem mesas livres, então ficamos na calçada, tomamos um chopp e pedimos uns pastéis e empadas. Não ficamos muito tempo e resolvemos voltar caminhando para o apê, vimos que o Uber andou praticamente só por uma rua. Lá vamos nós, reloginho no pulso, correntinha no pescoço, alianças nos dedos, carteiras nos bolsos. Como somos gurizões de Campo Grande, não temos noção do perigo. Já era quase 22h e fomos andando, ao passar por um mendigo na calçada, ele gritou bem alto - Uoouuu, olha o bonde das maravilhas... Uoouuu, olha o bonde das maravilhas - Eu brinquei com o Vagner e disse - Isso é um sinal! - Olhei para trás e o mendigo havia se levantado e com um monte de sacos na mão veio vindo em nossa direção bem lento, então falei -Vagner, o cara está vindo na nossa direção - quando o Vagner olhou ele tinha parado. Ufa! Quando olhamos para o outro lado da rua, vinham dois caras em nossa direção. "Fudeo!" Por onde caminhávamos não havia lugar nenhum para onde aqueles dois caras poderiam estar indo. Então em alertas, apertamos os passos. Acho que os caras perceberam que tínhamos sacado eles se aproximando e desistiram. Tivemos sorte! Poderíamos ter pego o Uber de volta, mas não era pelo dinheiro, primeiro dia, já chegamos com aquela expectativa, querendo conhecer o lugar, a vontade era de atravessar a rua e ir pra orla da praia, mas no caminho para o Belmonte conversamos com o motorista do Uber e ele disse que não era seguro caminhar aquela hora na praia. Chegamos bem em nosso apê. Obrigado meu Deus! Ainda estávamos com fome, então na recepção do apê, pedimos uma dica de pizzaria para comermos por lá mesmo. Liguei na primeira, fiz o pedido, e pá... Cinquenta conto! Que pizza cara! Pensamos melhor, liguei de novo e cancelei. Então o Vagner pediu pelo WhatsApp em outra pizzaria, as opções de sabores já eram mais restritas, mas fizemos nosso pedido. Pizza grande meia calabresa e meia bacon. Essa ficou em R$ 38,00. Subimos para o apê e ficamos esperando... e esperando... e esperando! Putz que demora!!! A fome já não era mais prioridade, o sono já era mais forte. Certo fez o Gilvan que já deitou e dormiu. Se eu contar o que aconteceu ninguém acredita, mas vamos lá.
A pizza chegou, peguei um pedaço de calabresa e comecei comer bem devagar, pois estava com uma afta na língua que estava incomodando bastante, enquanto isso o Vagner foi comendo a de bacon. De repente eu mordo algo estranho, pensei, putz, um pedaço de osso. Coloquei a mão na boca peguei aquilo e joguei na tampa da pizza, eu e o Vagner olhamos espantados. Que porra é essa? Parecia um pedaço de chumbo. Quando vimos aquilo, rimos tanto, que chegamos chorar de dar risada, e o Gilvan nem sequer acordou. Ficamos minutos rindo até recuperar o fôlego. Depois desse pedaço pra mim já era. Perdi a fome, e o Vagner já ia para o seu terceiro pedaço experimentar a de calabresa, e eu brinquei com ele - Cuidado! - Ele começa comer a pizza e morde algo estranho, quando vimos, outro pedaço de chumbo. Está de sacanagem! Já não aguentávamos mais dar risada, e começamos a rolar no chão de tanto rir, as risadas eram altas e o Gilvan nada de acordar. Mas depois de dois pedaços de chumbos na pizza já não estava mais engraçado. Era muita falta de respeito isso. Queríamos nosso dinheiro de volta. Isso tudo foi registrado por conversas no WhatsApp, confiram abaixo:



Ok! Estamos espalhando!!!
Já era quase meia noite, a chuva caía forte, e de repente toca a campainha. Uma tiazinha veio buscar a pizza e trazer o dinheiro de volta. Ela quem tinha feito a pizza. Toda humilde, sem nem saber falar direito, parecia não acreditar no que tinha ocorrido e malandramente ela diz - Dá um desconto, vocês comeram um pedaço, não comeram? - O Vagner conversando com ela e eu só ouvindo e pensando, é muita falta de respeito, uma situação dessas e ainda vem pedir desconto? Não era nem pelo dinheiro, mas pela situação. E ela começou a querer fazer conta de quanto custou a pizza e quantos pedaços tínhamos comido para podermos pagar ao menos o que comemos. Pelo amor de Deus!!! Para encerrar o assunto, demos R$ 8,00 para tiazinha e ficamos com R$ 30,00. E assim foi nossa primeira noite no Rio.

Clique aqui para ver mais fotos da viagem!

Esse post seria para falar de toda nossa passagem no Rio, mais o primeiro dia foi tão cheio de acontecimentos que este acabou sendo um post exclusivo do primeiro dia! Não percam os próximos capítulos.

Abraços

Daniel

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